Estou aceitando pedidos/situações para desenvolver Oneshots dos shippers que eu gosto! Quem quiser, me manda uma MP :3 

Plataformas: Harry Potter (qualquer geração), Jogos Vorazes, A Culpa é das Estrelas, Quem é você, Alasca?, Cidades de Papel, Dezesseis Luas, Divergente, Instrumentos Mortais, Percy Jackson, etc etc.


Miss you.

Mais ROSCORPIUS!

——

Girava a varinha na palma da mão esquerda aberta, enquanto tentava se concentrar nas palavras que saiam da boca do bruxo mais famoso e influente do século. Por mais que se esforçasse, sua mente parecia não estar disposta a cooperar, fazendo-o se distrair a cada dois ou três segundos.

Pegava algumas palavras perdidas no ar, porém nunca conseguia juntá-las em frases concretas para que enfim entendesse o que Harry Potter explicava com tanto entusiasmo. O moreno gesticulava as mãos constantemente, momento ou outro arrumando os óculos redondos que pareciam insistir em escorrer pelo nariz ou jogando alguns fios de cabelo grisalho para trás.

Todos na sala prestavam atenção, quase que maravilhados, naquela aula. Todos, menos ele. Quase conseguia ouvir a voz de uma garota, ecoando em seus pensamentos, dizendo-lhe que deveria estar entendendo tudo aquilo, afinal seria importante para seu futuro.

Scorpius nunca entendeu a obcessão de Rose Weasley pelo futuro. Assim como não conseguia entender porque a voz dela não saia de seus pensamentos nos últimos cinco dias.

Talvez estivesse ficando louco. Louco de saudades de sua ruiva.

Ou talvez já fosse louco. Louco por ela.

Deixando um suspiro sair de seus lábios, o loiro cruzou os braços na altura do peito, coberto por uma longa capa de proteção preta, tal como a camiseta que vestia por baixo da estrutura e as calças, enquanto deixava o olhar vagar brevemente pelo local.

Estava em uma sala fechada, com piso acolchoado e janelas abertas, relevando um lindo dia na cidade de Londres. Era tudo branco ali, quase como um quarto em um manicômio, embora tivesse uma lousa atrás de Harry Potter, onde o giz branco corria sozinho, destacando as palavras mais importantes que saiam na boca de seu professor. Um pequeno grupo, com oito alunos se posicionam em um meio circulo, em frente ao quadro negro, todos se preparando para o futuro.

E cá estava sua mente viajando de volta à Weasley. Por um instante, se pegou imaginando o que ela estaria fazendo em Hogwarts agora. Será que estava com tantas saudades quanto ele estava? Ou já havia se acostumado com a ausência? Sentia-se quase aflito em pensar nela, sozinha, com todos aqueles alunos que sempre pareciam esperar a melhor oportunidade para agarrar Rose. A sua Rose.

Bufando baixo, balançou a cabeça em uma negação, tentando desfazer as imagens mentais da ruiva nos braços de outro. Rose jamais faria isso… Embora não tivesse respondido sua carta na última semana e…

— Agora formem duplas e trenem duelos. Eu sei que vocês fizeram muito disso em Hogwarts, porém é importante recordar de alguns pontos, como proteção e ataque rápido, para um combate mais direto. — Harry Potter disse com sua voz suave.

Os alunos rapidamente se prepararam para fazer o que o professor havia mandado, no instante que a porta da frente da sala se abriu, relevando um homem alto de cabelos ruivos bagunçados e olhos azuis tão claros quanto os da filha.

Ronald Weasley.

O senhor Weasley adorava presenciar as aulas de combate. Parecia ter um apresso todo especial em observar atentamente e criticar os alunos que tanto os respeitavam. Critica a qual era sempre dirigida com maior prazer para o loiro mais novo daquela turma.

Scorpius tentava ignorar o sogro, cumprindo todas as suas ordens, em uma tentativa – completamente falhada, diga-se de passagem – de agradá-lo. Depois de algumas semanas, simplesmente chegou à conclusão que de nada o que fizesse seria capaz de mudar a sua imagem diante aos olhos de Ronald.

O ruivo caminhou para dentro da sala, cumprimentando os alunos com um breve acenar de cabeça e foi ao encontro do cunhado, dizendo algo a ele, que riu baixo, concordando com a cabeça.

Observando o ruivo, Scorpius tentava encontrar qualquer semelhança dele com Rose. Além da cor dos cabelos e olhos, não conseguia identificar mais nada que os comparasse. Ele não conseguia entender porque todos diziam que Rose era o pai de saias. Conseguia imaginar Ronald de saias e era obrigado a concluir que não seria uma visão tão boa quanto ver a Weasley em suas vestes escolares, as quais davam uma ótima perspectiva de suas pernas, embora sempre estivessem cobertas por meias escuras e finas.

Seu momento completo de distração não passou despercebido pelo colega de dupla que, em um movimento rápido e atento, atingiu o loiro com um expelliarmus bem na altura do peito. Sem dar tempo de se defender da luz vermelha que vinha em sua direção, foi atingindo pela dor no instante que seu corpo voou para trás antes de cair no chão acolchoado como um saco de batatas.

Fechou os olhos apertados, enquanto tentava respirar e livrar-se da pressão horrorosa e respirar fundo. Conseguia ouvir as risadas baixas no fundo, porém uma se destacava e era incrivelmente familiar.

Além de ouvir a voz, agora conseguia ouvir a risada de Rose também.

— Pretende ficar muito tempo aí no chão? Sabe eu posso me cansar de ficar aqui em pé, com a mão estendida para você. — Sua voz chegou aos ouvidos do loiro, fazendo-o abrir os olhos rapidamente, pronto para suspirar ao descobrir que era mais uma peça de sua imaginação.

Porém, assim que os abriu, a encontrou bem à sua frente, com a mão estendida para ele e o sorriso mais lindo de todo o mundo. Ela sorria para ele, com os olhos azuis claros brilhando intensamente, como se estivesse prestes a chorar ali mesmo.

Levantando-se num salto, Scorpius puxou a mão da ruiva, trazendo seu corpo pequeno para seus braços e a abraçou, envolvendo seus braços pela cintura fina e escondendo seu rosto no topo da cabeça ruiva de Rose Weasley.

Só quando o familiar e maravilhoso cheiro de flores, misturado com pergaminhos novos e o perfume que ela usava desde o primeiro ano lhe atingiu foi que percebeu que aquilo não se tratava de uma alucinação. Sua Weasley estava ali mesmo. Depois de quase um mês e meio sem vê-la, finalmente a tinha nos braços novamente.

Afastou-se um pouco dela, apenas o suficiente para subir suas mãos da cintura para as bochechas e erguer o rosto dela, de modo que pudesse encara-lo. Conseguia se ver refletido em nos olhos azuis, com um sorriso bobo que nem ao menos percebeu que tinha aberto.

Estava prestes a proferir qualquer palavra ou tomar os lábios dela nos seus, quando um pigarro soou atrás deles.

— Posso saber o que você está fazendo aqui, Rosie?

Embora se recusasse, Scorpius soltou o corpo da ruiva, mantendo apenas um braço na cintura dela, não permitindo que se afastasse tanto dele.

— Não parece óbvio, papai? Vim ver meu namorado. — Disse, com um sorriso, enquanto passava os dois braços pela cintura do loiro, abraçando-o de forma desajeitada. — Oi padrinho! — Soltou um pouco mais alto para Harry Potter, que conversava com um dos alunos.

— Eu ainda me surpreendo com o seu poder de aparecer nos lugar, Rosie. — Harry disse divertido antes de dar um tapinha nas costas do rapaz e caminhar para o lado do cunhado e melhor amigo. — Como conseguiu entrar aqui? E como raios eu não percebi? Acho que estou ficando realmente velho. — Completou, soltando uma risada baixa.

— Posso ser bem discreta quando eu quero. — Sorriu para o tio. — Padrinho, posso sequestrar Scorpius hoje? A madrinha disse que, se eu aparecesse aqui, não tinha a menor possibilidade de você me negar isso.

O moreno deu de ombros por um instante.

— Para mim, não tem problema nenhum. Scorpius está mesmo meio desligado hoje, será ótimo ter uma pequena folga para colocar a cabeça no lugar e…

— É claro que tem problema! — Ronald cortou, com as bochechas ganhando um tom sério de vermelho tomate. — Tem um cronograma a ser seguido. Ele não pode ser simplesmente dispensado.

— É claro que pode. — Rose bufou. — Quando o professor deixa, não tem problema nenhum. E, pelo que eu saiba você não está monitorando a turma de Scorpius, mas sim de alunos mais velhos. — Completou, erguendo o nariz arrebitado, afrontando o pai, que parecia prestes a explodir.

— E como você pode ter tanta certeza disso, mocinha?

— A mamãe me contou. E também me disse que, se você me proibisse de sair com Scorpius depois que o tio Harry deixasse, era para apenas de ignorar e avisa-la depois, para ter uma séria conversa com você.

— Hermione concorda com isso? E você não deveria estar em Hogwarts, Rose Weasley? — Ron cruzou os braços na altura do peito, ainda mais vermelho do que antes.

Scorpius acreditava que seu sogro tinha um sério problema de circulação sanguínea.

— Mamãe pediu para Minerva me dispensar hoje. Ela e a tia Ginny me ajudaram a planejar tudo então papai, se me der licença, eu vou aproveitar o lindo dia com o meu namorado, já que tenho que devolvê-lo amanhã de manhã.

— Você pretende passar a noite com essa doninha, Rose Weasley? — Nesse ponto, Ronald berrou alto, atingindo um tom de vermelho tão forte que era desconhecido para Scorpius.

Rose, lançando seu melhor sorriso de inocente para o pai, se desvinculou dos braços no namorado, passando apenas a pegar sua mão e aperta-la com força.

— Se eu passar, aposto que você não vai descobrir. — Disse, o mais doce possível. — Tchau papai, tchau tio Harry. — E dito aquilo, mandou um beijo para os dois, saindo da sala o mais rápido possível, puxando Scorpius consigo e deixando um Ronald Weasley em ataque para trás.

**

— Posso saber o motivo pelo qual você quer me ver morto, Ros? — Scorpius perguntou, enquanto desciam pelo elevador do Ministério da Magia.

A ruiva ao seu lado limitou-se a soltar uma risada baixa, dando de ombros brevemente.

— Não é como se meu pai fosse matá-lo na frente de todos. Aposto que ele não quer testemunhas. — Disse divertida, olhando para o loiro com os olhos ainda brilhando de felicidade.

— Então devo apenas me preocupar se encontrá-lo em um beco escuro no meio da noite? — Perguntou, erguendo as sobrancelhas e puxando a namorada para mais perto.

— Provavelmente, só se esse for o caso.— Riu baixo. — Ah, Dominique mandou eu lhe dizer que ela realmente espera que você seja reprovado no curso e Severus quer que você seja expulso e volte para Hogwarts. Sabe, eu provavelmente estaria com o mesmo desejo de Sevs se não soubesse o quanto isso é importante para você.

Ele sorriu para ela, pegando sua mão novamente assim que chegaram ao primeiro patamar do local. Saíram do elevador, caminhando em meio a bruxos que passavam apressados, de um lado para o outro, conversando alto. Papeis voavam para todos os lados, os memorandos, em formado de aviões entre as pessoas, procurando o seu destino.

Aquele lugar parecia uma bagunça. E estranhamente familiar para os dois. Juntos, saíram pela porta principal de visitas, revelando Londres Trouxa, completamente alheia ao que acontecia tão próximo deles.

A onda de calor atingiu seus corpos, assim como a leve brisa do começo da tarde. O loiro agradeceu mentalmente por ter trocado as vestes de treinamento por algo mais comum como seus jeans e uma camiseta de manga curta.

— Aonde nós vamos? — Scorpius perguntou, enquanto caminhavam em meio às pessoas, de mãos dadas e sem pressa alguma.

— Eu não pensei muito nisso. — Rose confessou, com um sorriso sem graça. — Estava mais preocupada em aparecer aqui do que pensar o que faríamos se tio Harry me deixasse te tirar de lá.

— Acho que sei para onde nós podemos ir. — Ele sorriu e apertando a mão da ruiva mais forte, aparatou, levando-a consigo.

***
Assim que seus pés tocaram no chão, Rose Weasley respirou fundo, tentando acalmar seu coração que batia desesperadamente no peito, como se estivesse prestes a saltar dali.

— Scorpius! Você é louco? Se algum trouxa nos viu vamos ter problemas com o Ministério e… — Ela se calou no instante em que uma brisa suave tocou seu rosto, jogando os cabelos ruivos para trás.

De sobrancelhas erguidas, ela deu as costas ao loiro, para poder analisar a paisagem que se estendia a sua frente. Não levou muito mais do que três segundos para um sorriso divertido invadir seus lábios e o brilho de reconhecimento iluminar seus olhos azuis.

A praia sem movimentação humana se estendia por todo o campo de visão da ruiva, tal como as águas cristalinas e calmas do mar. As montanhas cercavam toda a região isolada, deixando a paisagem ainda mais bonita. Ela não precisou procurar muito para encontrar o pequeno chalé que parecia se erguer sozinho do chão, como um complemento daquela paisagem incrível. As paredes de conchas, o telhado baixo e escurecido devido à maresia.

Estava abandonado alguns anos, desde que seu primo mais novo, Louis, havia nascido e o lugar ficou pequeno demais para a família Delacour-Weasley. No entanto, Rose passou uma boa parte de sua infância brincando por essa região, quase sempre em casa com Dominique. Ali também servia de ponto de encontro dos Weasley mais novos, quando as férias escolares chegavam e eles não tinham opções de lugares para ir.

Scorpius tinha passado uma boa parte de suas férias, desde os primeiros anos, ali com Dominique, Albus Severus e Rose, implicando com a Weasley e arrumando maneiras de acabar com a paciência das meninas, a base de brincadeiras bancadas pela Gemialidade Weasley.

— Chalé das Conchas? Sério? Não espera encontrar Nick aqui, não é? Já que ela provavelmente está…

— Sinto cheiro de ciúmes nessa frase, Weasley? — Scorpius interrompeu, divertido, abraçando a namorada por trás e escondendo o rosto no meio de seus cabelos ruivos.

— De Dominique? Não mesmo. Sei que se você quisesse ter ficado com ela, teria o feito há muito tempo. — Comentou, dando de ombros.

No entanto, apesar da pose de indiferença, ele conseguia identificar um toque de ciúmes ali. Por mais que ela odiasse admitir, ele sabia que ela não era a maior fã da amizade dos dois, assim como ele não gostava do nível de amizade dela com Albus Severus, principalmente porque sabia que ela tinha dado o seu primeiro beijo nele.

— Talvez eu já tenha o feito e nunca comentado com você. — Provocou com um meio sorriso, encostando o nariz na curva do pescoço da ruiva e inalando o dor de seu perfume familiar, fazendo-a se arrepiar brevemente. — De qualquer forma, minhas intenções foram puramente românticas ao te trazer para cá. — Comentou em um murmuro baixo, com os lábios apoiados no lóbulo de sua orelha.

— Você nunca é puramente romântico, Malfoy. ¬— Rose comentou, com um bufar baixo, enquanto tentava se desvincular dos braços do loiro. — Sempre há uma intenção pervertida em tudo o que você faz. — Completou, fazendo-o rir baixo e dar de ombros.

— Vamos entrar no mar?

— Não trouxe biquíni Scorps, não tem como. — Respondeu, virando-se para encarar o namorado.

— Quem disse que precisa de biquíni para entrar? Só estamos nós dois aqui, Ros. — Disse, com seu melhor sorriso ingênuo, fazendo-a revirar os olhos, evitando um meio sorriso.

— Viu só o que eu disse? Intenções pervertidas.

**

Deitados sobre a areia fina e úmida, o Sol banhava-lhes secando os corpos molhados, distantes por apenas alguns centímetros. Um sorriso calmo iluminava o rosto de Rose, enquanto ela sentia o calor esquentar seu corpo. Com um braço tampando o rosto, estava completamente alheia ao olhar quase hipnotizado de Scorpius Malfoy com uma pura admiração no rosto. Ele não conseguia entender, até hoje, porque levou tanto tempo para finalmente se declarar para a Weasley, fato que aconteceu apenas nos meados do sexto ano.

Antes disso, a relação deles não passava de uma amizade colorida, recheada com discussões e implicâncias. Deveria ter dado ouvidos à Dominique quando ela lhe dizia o quanto apaixonado ele era por Rose. Ao que parecia, todos já tinham percebido isso – todos até mesmo Astória, que sempre soltava risadas quando o filho fazia qualquer comentário sobre o quanto implicante a ruiva havia sido – menos ele… E ela.

— Pare de me encarar. — Rose murmurou, sem mexer um músculo de seu corpo.

— Como pode saber que eu estou te encarando? — Scorpius perguntou, erguendo as sobrancelhas e erguendo o corpo já úmido da areia de modo a se aproximar mais da namorada.

— Não sei se você sabe disso, mas temos algo conhecido como sentidos. Geralmente, eles são muito úteis. Ele balançou a cabeça, rindo baixo.

— Sempre tão delicada.

— Faço o que eu posso. — Ela riu. — Quando vai me contar como está as aulas?

— Estou ocupado demais te observando para fazer isso. — Ele deu de ombros, quando ela soltou mais uma risada baixa. — É oficial, Weasley, seu pai me odeia.

— Poxa Scorps! O que te faz pensar isso? Ele é sempre tão delicado e carinhoso quando você está perto. — Sua voz transbordava sarcasmo. — Você tirou a inocência da filha dele, é meio óbvio que ele te odeie.

Ao escutar isso, o loiro jogou a cabeça para trás, soltando sua típica risada. A ruiva teve que morder o lábio inferior para não rir também.

— Pobre iludido, mal sabe que a filha já é desencaminhada desde o segundo ano.

— Tudo culpa da Nick!

— Logo para cima de mim, Weasley? Te conheço melhor do que você imagina.

A ruiva deu de ombros, antes de abrir os olhos e virar-se para encarar o loiro. Com um sorriso doce, quase ingênuo demais, Scorpius sentiu-se engolir a seco de forma involuntária, ele conhecia esse olhar.

— Eu acho que vai chover, vamos embora?

Scorpius ergueu seu olhar e deu de ombros, ao reparar as nuvens escuras que começavam a ocupar seu espaço no céu que, até alguns momentos atrás, estava perfeitamente azul. Quando se morava na Inglaterra, já deveria estar acostumado com as mudanças do tempo, no entanto, ele não conseguia não se sentir decepcionado.

— Para onde quer ir? — Perguntou, levantando-se logo atrás da Weasley.

Rose deu de ombros, enquanto buscava suas roupas e as vestia, sobre as peças intimas ainda molhadas. Mal havia terminado de abotoar seus shorts jeans quando Scorpius envolveu seus braços na cintura da ruiva, trazendo-a mais para perto.

— Prefiro você sem isso. — Comentou, rouco, num sussurro com o lábio encostado da orelha da ruiva.

Ela sorriu um pouco, antes de virar o corpo e envolver os braços no pescoço de Scorpius. Ficando na ponta dos pés descalços, aproximou seu lábio do loiro, parando a centímetros de distância.

— Então vamos para um lugar onde eu possa tirá-las. — Disse no mesmo tom, ainda com o mesmo sorriso nos lábios.

Sem pensar duas vezes, o loiro tomou os lábios dela para si e, juntos, desaparataram dali.

**

Cantarolando baixo, ela caminhava em passos rápidos, pelo carpete que encobria todo o longo corredor iluminado pelas grandes janelas de madeira.

Conhecia perfeitamente o que cada uma das portas escuras escondia e, sendo assim, sabia qual era seu destino. Já passava das dez da manhã e o filho não parecia ter dado sinais de que havia acordado.

Por esse motivo, Astória estava pronta para acordar Scorpius e manda-lo se arrumar, uma vez que corria um sério risco de chegar atrasado nas aulas de Auror.

Assim que chegou ao seu destino, ela bateu na porta duas vezes, de forma delicada, antes de escancarar a porta, pronta para chamar o nome de Scorpius.

No entanto, assim que seus olhos focaram a cama dorsal, seus lábios abriram, por um instante, em um ‘o’ de surpresa, antes de ser substituído por um sorriso envergonhado e, ao mesmo tempo divertido.

Deitados em uma verdadeira bagunça de lençóis, estava o filho com a namorada, que parecia prestes a explodir de tão vermelha que estava. O rosto estampado com a vergonha parecia se misturar com a cor de seus cabelos.

— Mãe, já falei para não entrar assim no meu quarto. — Scorpius soltou um bufar baixo, claramente incomodado com a mãe estragar seu momento. Ela soltou uma risada baixa, antes de dar de ombros.

— Desculpe querido, mas você está atrasado para a aula. — Disse, antes de se virar para a Weasley com um sorriso doce.

— É um prazer revê-la, Rose. — O prazer é todo meu, senho-… digo, Astória.— Seu tom era tão baixo que quase parecia sufocado pela vergonha.

— Hoje é só depois do almoço. Agora mãe, se puder nos dar licença…

— Oh claro. Desculpem. — Ela riu baixo mais uma vez. — Espero que almoce conosco, Rose. Fico feliz em saber que, mesmo com a distância, vocês continuam namorando.

E dito isso, a mais velha se retirou do quarto, batendo a porta atrás de si e, com passos rápidos, foi atrás do marido, pronto para contar-lhe o momento constrangedor que acabara de passar. Tinha certeza que Draco se divertiria.

**

— Ai meu Merlim! — Rose exclamou alto, com as bochechas ardendo, assim que a porta do quarto se fechou.

Saltando da cama, ela começou a procurar quase que desesperadamente por suas roupas espalhadas pelo chão.

— Calma Weasley, não é como se ela fosse voltar. — Scorpius disse, deitando-se confortavelmente na cama mais uma vez.

Ela revirou os olhos claros para o teto, enquanto segurava sua muda de roupas na frente do corpo.

— Você está adorando nisso, não é?

— Claro que não! Agora eu tenho mais um motivo para ela me infernizar. No enquanto, achei divertido sua reação. Pensei que fosse explodir de tão vermelha que estava.

Lançando seu melhor olhar assassino para o namorado, ela bufou alto, fazendo-o rir mais uma vez e caminhou em direção ao banheiro do quarto. Com a porta aberta, ele conseguia ouvi-la procurando algo no armário da pia.

— Ei Weasley.

— Que foi? — Ela perguntou, encostando-se no batente da porta, escovando os dentes com a escova que tinha guardada ali.

— Eu te amo. — Disse simplesmente, levantando-se da cama e caminhando até ela.

— Também amo você, otário. — E, com a maior delicadeza, abriu um meio sorriso de boca fechada, com os lábios sujos de pasta de dente.


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